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quinta-feira, 22 de maio de 2008

Muito Obrigado - Ação de Graças

MUITO OBRIGADO

Diz a história que em 1621 imigrantes europeus nos Estados Unidos resolveram festejar o sucesso das colheitas com um dia especial de agradecimento a Deus, celebrado com um banquete no qual assaram uma ave silvestre, o peru. Esta Ação de Graças transformou-se numa tradição mais festejada por lá que o próprio Natal. Em 1909, o embaixador brasileiro Joaquim Nabuco, após assistir em Washington a celebração desta festa, proferiu um discurso emocionado na ONU propondo o Dia Internacional de Ação de Graças. Em 1949, o presidente Eurico Gaspar Dutra instituiu em nosso país a data, lembrada hoje em 150 nações sempre nesta quarta quinta-feira de novembro.

Este dia tem algo parecido com a Festa da Colheita, uma celebração dos cristãos da Europa quando os produtos da terra eram levados ao altar e dedicados a Deus. Uma tradição que ainda persiste em certas igrejas no interior do Brasil. Mas com o tempo estas coisas se tornam meras tradições. A “tradição” precisa “traduzir” o fato original, senão vira uma “traição” (as três palavras têm a mesma raiz latina que significa o ato de entregar). Assim como no Natal e em outras festas cristãs, é muito fácil as coisas virarem um “peru”. O nosso muito obrigado pode se transformar num gluh gluh gluh. O próprio culto a Deus na igreja, as orações, os hinos, o louvor, tudo pode ser algo que não traduza o sentido original. Como aconteceu com o povo de Israel no Antigo Testamento. Em certo momento Deus reclamou deles, dizendo: - Não adianta nada me trazerem ofertas; eu odeio o incenso que vocês queimam. Não suporto as Festas de Lua Nova, os sábados e as outras festas religiosas, pois os pecados de vocês estragam tudo isso (Isaías 1.13). O pecado desta gente era a falta de amor ao próximo, conforme aponta o livro: - Aprendam a fazer o que é bom, tratem os outros com justiça, socorram os que são explorados, defendam os direitos dos órfãos e protejam as viúvas (Isaías 1.17).

Na verdade, junto com o louvor dos filhos de Deus na igreja, a melhor maneira de agradecer aos céus é repartindo com os outros as dádivas recebidas. E se existe algo que nunca deveríamos deixar de reconhecer todos os dias, este é o perdão divino pela falta do nosso amor e de todos as conseqüentes infrações. Sobre isto Jesus contou uma parábola (Mateus 18.21-35) mostrando onde começa a legítima ação de graças. Um empregado devia milhões de moedas de prata e não tinha como pagar. Sensibilizado, o patrão perdoou a enorme dívida. O empregado saiu todo feliz e logo adiante encontrou seu colega de trabalho que lhe devia 100 moedas de prata. Não teve dúvida, mandou pôr o coitado na prisão até que pagasse a dívida. O final da história conta que o patrão descobriu a ruindade, e podemos imaginar o que aconteceu depois.

Neste mundo com tanta gente padecendo ao nosso lado por falta disto e daquilo, sempre temos alguma coisa para oferecer. Às vezes um simples sorriso é tudo o que alguém precisa. E se tem gente morrendo de anorexia, outro jejum doentio está mesmo no coração de gente que não olha para cima e por isto não olha para o lado, mas só para frente, no espelho. Pois neste dia de agradecer, valem as palavras daquele que tudo oferece: - O jejum, a ação de graças que me agrada é que vocês repartam a sua comida com os famintos... (Isaías 58.7).

(artigo para o Jornal NH, para 23 de novembro de 2006)

Pastor Marcos Schmidt

marsch@terra.com.br

Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Comunidade São Paulo

Novo Hamburgo, RS

22 de novembro de 2006

A Oferta Cristã

ALGUMAS AFIRMAÇÕES SOBRE A OFERTA CRISTÃ

A oferta é uma questão entre eu e Deus.

Ofertar depende da fé e do amor que eu tenho em Deus e não das minhas condições econômicas. Não é uma questão administrativa. Não é uma mensalidade ou taxa para pagar por serviços recebidos ou a receber. Não é uma invenção dos pastores, da diretoria e nem mesmo da igreja. Começou antes de existir tudo isso – com Abel. É maneira de adorar, honrar, glorificar a Deus.

Deus ama a quem oferta com alegria.

2 Co 9.7.

Ofertar com alegria é fazê-lo de coração, de boa vontade, sentir prazer.

Não por necessidade, porque precisa, mas porque quer;

Não por obrigação, mas por uma decisão pessoal;

Não para pagar por algo, mas em reconhecimento e gratidão por aquilo que Deus é para mim;

Não para receber de volta, mas porque Deus já deu tudo;

Não para ajudar a merecer o perdão, a paz e a salvação, mas como resposta, como serviço ao Senhor que já deu tudo isso.

O que nos impede de ofertar com alegria é o pecado.

Mt 22.37-39

Incredulidade (falta de fé, de confiança, quando Deus não ocupa o primeiro lugar no coração e na vida), ingratidão, materialismo, ganância, egoísmo.

Jesus é o único que pode nos dar a vitória sobre o pecado. Mesmo assim, neste mundo ainda não conseguimos ser perfeitos – fazemos ainda muitos pecados. Mas não podemos deixar que o pecado seja o que domina a nossa vida. Tem que ser Jesus!

Agradecer é viver as melhores alegrias.

Cl 3.15-17.

Quem agradece está aproveitando as melhores oportunidades de ser feliz. O ingrato não é feliz por receber coisas.

Agradecer é abrir as portas para receber mais.

Se você dá a alguém necessitado uma comida e roupa, e ele sai resmungando, insatisfeito, ingrato... como será a próxima vez que ele virá pedir?

Romildo Wrasse, Novembro de 2006